Oncoguia

Pesquisa no site:

Pesquisa no site:

RSS

A- A+

Patrocínio

Detalhe Depoimento Familiar

Equipe Oncoguia

Nome: Erika Ersinzon

E-mail: erikaersinzon@globo.com

Bom, tudo começou em agosto de 2007 quando uma amiga de trabalho perguntou se eu tinha um "caroço" no pescoço, como tinha acabado de colocar um piercing no tagus naqueles dias, muitos acharam que poderia ser íngua, o que não me convenceu pois o piercing era do lado esquerdo e o "caroço" do lado direito. Sendo assim, pedi a um médico conhecido que me desse um pedido de ultrasom para ver o que era e então procuraria um especialista caso desse algo no exame. Procurei o Dr. Bernardo Lopes Cançado, especialista em US de tireóide em BH, e fiz o exame, no momento deste ele informou que tinha mesmo um nódulo e que talvez seria necessário fazer a PAPF (punção), mas que devíamos aguardar o resultado mais detalhado do exame. Assim fiz, e ao pegar o resultado deu-se o seguinte diagnóstico: tireoide tópica, com ecogenicidade parenquimatosa preservada. Presença de volumoso nódulo predominantemente sólido hipoecóico de contornos lobulados e apresentando pontos ecogênicos de permeio (microcalcificações??) ocupando os terços médios e inferior do lobo direito e medindo 3,9 x 2,4 x 3,2 cm (grau IV). A analise do Doppler mostrou intensa vascularização central e periférica no referido nódulo. Com esse resultado em mãos, como sou muito curiosa e interessada nesses assuntos (não sei se isso é defeito ou qualidade), resolvi pesquisar o resultado do meu exame na internet, e com a ajuda do Dr. Google, percebi que os nódulos tireóideos são classificados do grau I ao IV, sendo em escala crescente, benignidade até chegar em suspeito para malignidade, que era o meu caso. (Tenho artigo científico sobre os graus – ver anexo 1) Na mesma hora informei à minha mãe que não tinha gostado do resultado do exame e resolvi marcar um clínico geral, para que ele avaliasse a situação. No dia seguinte, fui ao consultório do Dr. Afrânio Naves Diniz, que me pediu exames de sangue e me encaminhou diretamente para o cirurgião, pois como o meu nódulo era muito vascularizado, corria o risco de hemorragia caso tentássemos fazer a punção. Foi aí que conheci o Dr. Enaldo Lopes (cirurgião de cabeça e pescoço), um anjo que apareceu neste momento difícil. Fui à consulta, o que confirmou também que meu caso era cirúrgico e que eu deveria retirar toda a glândula, para evitar a necessidade de uma 2ª cirurgia sucessiva. Com tudo pronto, minha cirurgia foi agendada para o dia 17 de setembro. Em 17 de setembro, dei entrada no Hospital Lifecenter, em Belo Horizonte e fui encaminhada para a cirurgia. Esta que estava prevista para durar cerca de 1h e meia, durou quase 5 horas, pois o nódulo estava muito aderido à traquéia e às cordas vocais e o Dr. Enaldo tentou de tudo para preservá-las. O que foi de grande sucesso, pois não tive nenhuma alteração na fala, vale ressaltar que tomei todas as precauções necessárias, para não comprometê-la, fiquei vários dias do pós operatório escrevendo bilhetes a fim de poupá-las. No dia seguinte retirei o dreno e tive alta. Alguns dias depois, o resultado da biópsia saiu e assim fui a uma nova consulta com o cirurgião. Conclusão da Biópsia: carcinoma papilar da tireóide, variante predominantemente sólida. Em referência aos linfonodos, foram isolados 10 nódulos, medindo entra 0,3 a 1,3 cm de diâmetro. Em carta de encaminhamento ao endócrino, Dr. Enaldo ressaltou o fato de não ter sido possível a dissecção completa do nervo recorrente à direita. A partir daí começaria a segunda fase do tratamento, que seria o acompanhamento com o endocrinologista (Dr. ARNALDO SCHAINBERG) para a reposição hormonal e dose terapêutica de iodo. No 1º exame de tireoglobulina após a cirurgia, foi detectado o calor de 27,4 ng/dl e TSH de 35,2643 mcUI/mL. Agendei a internação na medicina nuclear do Hospital Biocor em BH para o dia 01/11/2007. Com TSH na véspera de 152,9095 mcUI/mL. Durante esse período foi solicitada uma varredura por sestamib e uma tomografia de tórax sem contraste. De acordo com o resultado desses exames foi determinada a dose de 200 mci de iodo radioativo. Em entrevista com o médico nuclear, ele me explicou que a partir daí a minha tireoglobulina deveria se manter em 0,01, pois caso aumentasse, seria indicio de produção de células tireoidianas. Passado o período de internação, e isolamento pós iodo, fui fazer a pci, que detectou moderada quantidade de tecido iodocaptante residual restrita à região cervical anterior. Foi iniciado o uso de Synthroid 150mcg, e após alguns dias foram feitos novos exames de sangue. Em março de 2008, uma nova tg foi dosada em 1,37 NANOG/ML, o que me preocupou pois estava distante do valor referido pelo médico nuclear. Foi também realizada uma nova US com o Dr. Bernardo, indicando que estava tudo bem. Mais alguns meses depois e em julho de 2008 foi novamente dosada a tg com resultado de 1,48 NANOG/ML e TSH de 0,01 Micro UI/ML, porém continuei preocupada com o fato da tg ter aumentado ao invés de diminuir. Conversei com o endócrino e ele disse que era pra ter calma, pois o Iodo ficaria agindo no meu organismo por 1 ano, e que só depois poderia chegar a uma conclusão. Passados alguns meses, o endocrinologista, pediu que eu suspendesse o hormônio para uma nova serie de exames, dessa vez sem suprimir o TSH. Suspendi o Synthroid e passados 15 dias a minha tg estava em 1,90 e o TSH 0,02, o que novamente me preocupou pois o TSH não havia subido e a Tg mais uma vez subia. Esperei mais alguns dias, que segundo o médico teria que ficar assim até o TSH subir, pois mais cedo ou mais tarde ele subiria, e caso não subisse teria a possibilidade de algum problema na hipófise. Esperei mais 10 dias e novamente detectou-se tg de 3,11 e TSH de 7,32, o que ainda não era suficiente para o médico. Com o passar dos dias os sintomas do hipotireoidismo foram aumentando e o médico dizia que não poderia me prescrever o Thyrogen (TSH recmbinante) pelo fato de ser um medicamento muito caro (cerca de R$6000,00 a ampola) e da Unimed não cobrir. Novamente 10 dias depois e praticamente impossibilitada de qualquer atividade devido à falta do hormônio, fiz novo exame e a tg chegou a 9,55 e o TSH a 48,06. Entrei em contato com o médico e ele disse que não poderia me ver naqueles dias e que poderia voltar a tomar o medicamento. Como sabia que algo estava errado, devido ao valor da Tg, não voltei a tomar o remédio e achei melhor procurar um outro médico, devido ao descaso do que me acompanhava. Assim, fui indicada ao Dr. ADAUTO VERSIANI, que foi Deus quem o colocou em minha vida. Ao iniciar a consulta pude perceber quão atencioso ele era, diferente do Dr. ARNALDO SCHAINBERG, e que avaliou meu caso desde o inicio, e ao analilsar deu o seguinte parecer: de acordo com meus exames ele me internaria no dia seguinte, pois a minha Tg não podia passar de 10, e ela já estava em 9,55. Porém ao suspender o hormônio o médico anterior não suspendeu o iodo, então DR. Adauto entrou em contato com o Dr. RIBAMAR (médico nuclear do Hermes Pardini), que pediu que eu colhesse urina pois ele faria um exame de iodúria para verificar a quantidade de iodo na minha urina, para ver a possibilidade de uma internação naquela semana. (Este exame não é feito em Belo Horizonte,e no meu caso foi feito como experimento pelo médico). Na mesma hora suspendi o iodo da alimentação e colhi a urina no dia seguinte, cujo resultado me permitia uma nova internação 4 dias depois. Foi realizado uma nova US pelo Dr. Bernardo que não apresentou nenhum problema significativo, exceto uma sialoadenite crônica devido ao iodo (perda de galndula salivar). No dia 5/12/2009 internei para uma nova dose de iodo, dessa vez 250 mci, Durante a internação correu tudo muito bem e tranquilo. Sete dias depois retornei ao hospital para fazer a pci, que deixou o Dr. Ribamar em duvida, o que o fez realizar um outro exame (spect scan) para confirmar uma metástase no mediastino. Com os resultados em mãos fui ao Dr. Adauto, que analisou e disse que o iodo tinha fixado nesse tecido que estava no mediastino e que provavelmente ele se encarregaria de destruir essas células. Voltei a tomar o synthroid e fui para casa com novo pedido de exames para ser realizado dali 3 meses. Em março de 2009, fiz os exames e TSH estava em 0,03 e Tg em 2,86, o que ainda me manteve preocupada, pois a tomografia multi slice mostrou micronódulos esparsos nos pulmões. Porém ao conversar com o Dr. Adauto ele demonstrou muita segurança em me informar que teríamos que aguardar novamente 3 meses para observar se esses nódulos irão se desenvolver ou não, e se a Tg irá diminuir ou aumentar, para assim pensarmos em uma nova dose de iodo. Além de tudo o que me deixou tranqüila foi o fato de que em julho, ao suspendermos o hormônio, eu tomarei o Thyrogen que me possibilitará desenvolver todas as minhas atividades sem os sintomas do hipotireoidismo, e o melhor de tudo, não terei que pagar pois a Unimed já disponibiliza esse medicamento. Vale ressaltar que a dose máxima de iodo que uma pessoa pode tomar na vida é de 1000 mci, e que esta é a conduta a ser seguida, continuamente até alcançar este valor ou não ter mais nenhum tecido iodocaptante. Em breve, realizarei os novos exames e conto pra vcs!


A informação contida neste portal está disponível com objetivo estritamente educacional. Em hipótese alguma pretende substituir a consulta médica, a realização de exames e ou, o tratamento médico. Em caso de dúvidas fale com seu médico, ele poderá esclarecer todas as suas perguntas. O acesso a Informação é um direito seu: Fique informado.

O conteúdo editorial do Portal Oncoguia não apresenta nenhuma relação comercial com os patrocinadores do Portal, assim como com a publicidade veiculada no site.

© 2003-2009 Oncoguia. Todos os Direitos Reservados. desenvolvido por Lookmysite