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Cada vez mais a também chamada terapia molecular ou ainda targeted therapy está sendo usada em diversos tipos de tumores malignos. Ela já se encontra entre nós e pode ser usada em casos de câncer do intestino grosso, pulmão, pâncreas, mama, nos tumores hematológicos como leucemias e linfomas e também em tumores mais raros cuja incidência no mundo vem aumentando, como do rim e do fígado, patologias que vem aumentando de incidência e por causas diversas. Esse tipo de terapia é considerado a terapia do futuro e já tem conseguido aumentar a cura e também o controle da doença em diversas situações.
No caso de câncer avançado do pulmão, por exemplo, a terapia pode aumentar a sobrevida global do paciente em vários meses, enquanto nos tratamentos convencionais a sobrevida global costuma ser bem menor. No câncer colo-retal a barreira de dois anos de sobrevida nos casos avançados só se tornou possível após a introdução do uso da droga bevacizumab, que tem a capacidade de inibir a formação de vasos e consequentemente inibir o crescimento dos tumores. Esse tipo de tratamento é muito mais específico por ser dirigido diretamente à célula doente e chega a ser em alguns casos, como nas leucemias crônicas, revolucionário dado ao alto percentual de resposta e costuma ser muito menos agressivo.
Os pacientes recebem uma medicação que ataca diretamente as células doentes, com muito menos comprometimento dos tecidos sadios. No mundo de hoje as informações chegam a nós em tempo real e atualmente muitos dos pacientes chegam ao consultório médico sabendo das últimas novidades no tratamento oncológico e querendo que seu tratamento seja o mais atualizado e que esteja disponível. A questão é que a maioria desses tratamentos não são cobertos pelos planos de saúde em geral, quer estatais ou privados, deixando o médico e seu paciente em situação muito desconfortável. Em entrevista recente o Ministro da Saúde Dr. José Gomes Temporão referiu-se a uma “judicialização” da medicina brasileira, devido ao alto número de solicitações para tratamentos de alto custo não cobertos pelas prestadoras que só são tornados possíveis através da Justiça. Realmente são inúmeros esses casos, pois os pacientes se consideram no direito de receber o que há de mais atualizado e também é uma obrigação do médico citar o que ele conhece de mais específico.
O problema surge exatamente quando se diz que referido convênio não se responsabilizará pelo tratamento, o paciente entra em pânico e se sente excluído. Muitos têm êxito nas suas tentativas através da Justiça, mas nem todos. E nesse ponto reside o dilema. Como faremos para possibilitar o atendimento a todos? Como fazer com que os avanços da medicina realmente beneficiem à população? Esse é um desafio que a sociedade como um todo aliada a classe médica, prestadores de serviços e indústria farmacêutica terá que enfrentar para que o tratamento de uma doença antes altamente fatal possa ser controlada e curada, levando-se em consideração as diversas situações clínicas, a qualidade de vida do paciente e o uso racional das novas terapias a disposição.
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Dr. Juvenal Antunes de Oliveira Filho (Oncologista)Última atualização: 24/01/2010
A medicina caminha a passos largos para o tratamento de muitos dos problemas de saúde que afligem a população. Novas técnicas, medicamentos de última geração, muita pesquisa. Tudo com objetivo de prolongar e melhorar a qualidade de vida das pessoas. Mas tantos recursos e tecnologia estão disponíveis para todos? Como exemplo, podemos citar que, durante a 14a. Conferência Européia de Câncer, realizada em Barcelona, Espanha (ECCO 14), o maior evento oncológico europeu, um grande número de trabalhos científicos sobre a terapia molecular alvo-dirigida no tratamento do câncer foi apresentado.Cada vez mais a também chamada terapia molecular ou ainda targeted therapy está sendo usada em diversos tipos de tumores malignos. Ela já se encontra entre nós e pode ser usada em casos de câncer do intestino grosso, pulmão, pâncreas, mama, nos tumores hematológicos como leucemias e linfomas e também em tumores mais raros cuja incidência no mundo vem aumentando, como do rim e do fígado, patologias que vem aumentando de incidência e por causas diversas. Esse tipo de terapia é considerado a terapia do futuro e já tem conseguido aumentar a cura e também o controle da doença em diversas situações.
No caso de câncer avançado do pulmão, por exemplo, a terapia pode aumentar a sobrevida global do paciente em vários meses, enquanto nos tratamentos convencionais a sobrevida global costuma ser bem menor. No câncer colo-retal a barreira de dois anos de sobrevida nos casos avançados só se tornou possível após a introdução do uso da droga bevacizumab, que tem a capacidade de inibir a formação de vasos e consequentemente inibir o crescimento dos tumores. Esse tipo de tratamento é muito mais específico por ser dirigido diretamente à célula doente e chega a ser em alguns casos, como nas leucemias crônicas, revolucionário dado ao alto percentual de resposta e costuma ser muito menos agressivo.
Os pacientes recebem uma medicação que ataca diretamente as células doentes, com muito menos comprometimento dos tecidos sadios. No mundo de hoje as informações chegam a nós em tempo real e atualmente muitos dos pacientes chegam ao consultório médico sabendo das últimas novidades no tratamento oncológico e querendo que seu tratamento seja o mais atualizado e que esteja disponível. A questão é que a maioria desses tratamentos não são cobertos pelos planos de saúde em geral, quer estatais ou privados, deixando o médico e seu paciente em situação muito desconfortável. Em entrevista recente o Ministro da Saúde Dr. José Gomes Temporão referiu-se a uma “judicialização” da medicina brasileira, devido ao alto número de solicitações para tratamentos de alto custo não cobertos pelas prestadoras que só são tornados possíveis através da Justiça. Realmente são inúmeros esses casos, pois os pacientes se consideram no direito de receber o que há de mais atualizado e também é uma obrigação do médico citar o que ele conhece de mais específico.
O problema surge exatamente quando se diz que referido convênio não se responsabilizará pelo tratamento, o paciente entra em pânico e se sente excluído. Muitos têm êxito nas suas tentativas através da Justiça, mas nem todos. E nesse ponto reside o dilema. Como faremos para possibilitar o atendimento a todos? Como fazer com que os avanços da medicina realmente beneficiem à população? Esse é um desafio que a sociedade como um todo aliada a classe médica, prestadores de serviços e indústria farmacêutica terá que enfrentar para que o tratamento de uma doença antes altamente fatal possa ser controlada e curada, levando-se em consideração as diversas situações clínicas, a qualidade de vida do paciente e o uso racional das novas terapias a disposição.
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