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Apesar de não ser comum, o câncer de tireóide, dependendo do tipo, pode ser bastante agressivo. É mais comum em mulheres do que em homens (em torno de três mulheres para um homem), e é o tipo mais comum entre os cânceres de cabeça e pescoço.
De acordo com o oncologista Elge Werneck Araujo Júnior, o câncer de tireóide pode ser classificado em quatro tipos: o papilar, mais comum em jovens adultos, especialmente em mulheres; o folicular, não tão frequente, entretanto, mais agressivo, mais comum em idosos e tende acometer ossos, pulmão e pele; o medular, pouco comum e tido como familiar, ou seja, pessoas que tenham tido o câncer na família têm uma pré-disposição; e o anaplásico, mais raro, com incidência maior em pessoas acima de 65 anos e desenvolvimento rápido, tem menos chance de cura.
Tratamentos disponíveis
O oncologista diz que, tal como a maioria dos cânceres, se descoberto na fase precoce tem maior chance de cura. Entretanto, mesmo se não for, existem tratamentos eficazes que podem dar uma sobrevida boa para os pacientes.
O tratamento do câncer de tireóide é bem diferenciado dos demais. Normalmente, se faz a cirurgia e, dependendo do caso, faz-se uma combinação de quimioterapia, radioterapia e iodoterapia. “Nesses casos onde se pode usar a iodoterapia as chances de cura chegam até 90%”, afirma o médico.
Fatores de risco mais comuns
De acordo com Araujo, existem indicativos que algumas doenças inflamatórias podem ser propícias para o câncer de tireóide. Dietas pobres em iodo também podem ser um indicativo. Ser exposto a radiação iodizante prévia também pode se considerar um fator de risco. E, como em qualquer outro tipo de câncer, o histórico familiar também é importante.
“A pessoa que está dentro de algum fator de risco deve estar com seus exames em dia. Descobrir o câncer no início aumenta, consideravelmente, a chance para a cura”, salienta o oncologista.
Sintomas mais comuns
Araujo diz que não existem muitos sintomas, entretanto, se houver aumento das glândulas deve-se procurar um médico. Sinais de cansaço por conta de uma disfunção hormonal também podem ser considerado um sintoma.
Qualidade de vida
O oncologista afirma que a qualidade de vida da pessoa que passou por um tratamento de câncer de tireóide não é afetada. Em geral, depois do tratamento, a pessoa precisa fazer uma reposição hormonal e vive normalmente como qualquer outro.
“Não existem complicações maiores. Depois do tratamento, um acompanhamento com o médico se faz necessário”, diz o oncologista.
Dicas úteis
Para ficar atento
Última atualização: 29/09/2011
Neste mês em que se comemora o dia da luta contra o câncer de tireóide, o Instituto Oncoguia foi conversar com o oncologista Elge Werneck Araujo Júnior para falar sobre as novidades no tratamento.
Apesar de não ser comum, o câncer de tireóide, dependendo do tipo, pode ser bastante agressivo. É mais comum em mulheres do que em homens (em torno de três mulheres para um homem), e é o tipo mais comum entre os cânceres de cabeça e pescoço.
De acordo com o oncologista Elge Werneck Araujo Júnior, o câncer de tireóide pode ser classificado em quatro tipos: o papilar, mais comum em jovens adultos, especialmente em mulheres; o folicular, não tão frequente, entretanto, mais agressivo, mais comum em idosos e tende acometer ossos, pulmão e pele; o medular, pouco comum e tido como familiar, ou seja, pessoas que tenham tido o câncer na família têm uma pré-disposição; e o anaplásico, mais raro, com incidência maior em pessoas acima de 65 anos e desenvolvimento rápido, tem menos chance de cura.
Tratamentos disponíveis
O oncologista diz que, tal como a maioria dos cânceres, se descoberto na fase precoce tem maior chance de cura. Entretanto, mesmo se não for, existem tratamentos eficazes que podem dar uma sobrevida boa para os pacientes.
O tratamento do câncer de tireóide é bem diferenciado dos demais. Normalmente, se faz a cirurgia e, dependendo do caso, faz-se uma combinação de quimioterapia, radioterapia e iodoterapia. “Nesses casos onde se pode usar a iodoterapia as chances de cura chegam até 90%”, afirma o médico.
Fatores de risco mais comuns
De acordo com Araujo, existem indicativos que algumas doenças inflamatórias podem ser propícias para o câncer de tireóide. Dietas pobres em iodo também podem ser um indicativo. Ser exposto a radiação iodizante prévia também pode se considerar um fator de risco. E, como em qualquer outro tipo de câncer, o histórico familiar também é importante.
“A pessoa que está dentro de algum fator de risco deve estar com seus exames em dia. Descobrir o câncer no início aumenta, consideravelmente, a chance para a cura”, salienta o oncologista.
Sintomas mais comuns
Araujo diz que não existem muitos sintomas, entretanto, se houver aumento das glândulas deve-se procurar um médico. Sinais de cansaço por conta de uma disfunção hormonal também podem ser considerado um sintoma.
Qualidade de vida
O oncologista afirma que a qualidade de vida da pessoa que passou por um tratamento de câncer de tireóide não é afetada. Em geral, depois do tratamento, a pessoa precisa fazer uma reposição hormonal e vive normalmente como qualquer outro.
“Não existem complicações maiores. Depois do tratamento, um acompanhamento com o médico se faz necessário”, diz o oncologista.
Dicas úteis
Para ficar atento
Se houver histórico familiar;
Se tiver sido exposto à iodização;
Se tiver tido doenças inflamatórias na tireóide;
Se tiver uma dieta pobre em iodo;
Se a tireóide estiver aumentada;
Se sentir fadiga por conta de uma disfunção hormonal
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