Oncoguia

Pesquisa no site:

Pesquisa no site:

RSS

A- A+

Patrocínio

Cirurgia Oncoplástica: Novidade no Câncer de Mama

Waldemir Washington Rezende (Mastologista)

Última atualização: 24/01/2010

O câncer de mama afeta um grande número de mulheres em todo o país e ainda, infelizmente, pela demora no diagnóstico e tratamento, ocasiona quase 20% das mortes entre as mulheres brasileiras.

O aumento do número de casos em mulheres mais jovens está relacionado com a menarca precoce, obesidade, sedentarismo, estresse, retardo na gravidez e amamentação, além de fatores ambientais não identificados com exatidão.

Os exames ginecológicos de rotina, o auto-exame, a ultra-sonografia de mamas e a mamografia são os aliados disponíveis atualmente para a detecção e o desejado tratamento precoce da doença, fatores indispensáveis para uma maior chance de cura.

O desenvolvimento e aprimoramento do tratamento oncológico associado à correção estética da agressão cirúrgica (Cirurgia o­ncoplástica) representa uma das maiores conquistas no tratamento dessa doença.

Os quimioterápicos, assim como as novas técnicas de cirurgia e de radioterapia, trouxeram novas esperanças para as mulheres na luta contra o câncer de mama. O tratamento moderno do câncer de mama envolve e integra equipes de várias especialidades médicas, instituindo um verdadeiro plano de vôo, com roteiro personalizado e a garantia de uma decolagem e aterrissagem perfeitas.

Nesses termos, a equipe propõe alternativas de tratamento capazes de respeitar os princípios oncológicos de máxima radicalidade possível na extirpação do câncer, associado ao tratamento sistêmico da doença, cujo objetivo é destruir células tumorais antes da sua implantação.

Podemos afirmar, categoricamente, que o câncer de mama somente provoca a morte quando afeta órgãos vitais como, por exemplo, o cérebro, pulmão e fígado. De que vale então sacrificar a mama sem destruir eventuais células cancerígenas em circulação?

Entendemos que o diagnóstico precoce e o tratamento sistêmico (quimioterapia) podem obter o domínio da doença e permitem a escolha da melhor proposta de tratamento cirúrgico. As opções podem ser oferecidas pelo mastologista, obviamente amparado pelo oncologista, cirurgião plástico, e especialistas responsáveis pelos tratamentos complementares, utilizando os profissionais atuantes em radioterapia, fisioterapia, nutrição e a indispensável psicologia de apoio.

Em tese, o tratamento envolve a remoção do tumor, identificado pelo exame físico ou métodos de imagem (ultra-sonografia, mamografia, tomografia, ressonância magnética) e deve impedir o crescimento de células, ainda não identificadas pelos métodos disponíveis, utilizando principalmente a quimioterapia precedendo a cirurgia (quimioterapia neo-adjuvante), seguindo-se de hormônioterapia e radioterapia.

Quem sabe poderemos direcionar o tratamento do câncer de mama para condições em que se obtenha melhoria das condições físicas e emocionais? Em suma, atendendo ao dito popular, vamos fazer do limão uma limonada. O trauma, ocasionado pelo diagnóstico da doença, deverá ser combatido através da melhoria estética e psicológica da paciente.

O tratamento o­ncoplástico integral deverá expandir consideravelmente, norteado pelos avanços no tratamento sistêmico, nas práticas cirúrgicas conservadoras, linfadenectomia seletiva (linfonodo sentinela) e uso da radioterapia loco-regional.

O sistema de saúde deve facilitar a ação integrada dos profissionais para agilizar a recuperação e retorno à vida normal, com um mínimo prejuízo estético e, na maioria dos casos, com melhoria na condição estética das mamas.

As terríveis deformidades causadas pela mastectomia são temas superados. A cirurgia oncoplástica e o tratamento sistêmico avançam em direção à cura radical, sem seqüelas.

As técnicas para ressecção da lesão, seguindo-se os princípios oncológicos e otimizando os resultados pela cirurgia na mama contra-lateral, contribuem para um melhor resultado final.

A mamoplastia redutora ou a mastectomia subcutânea, preservando-se a pele da mama e o mamilo, podem representar uma excelente opção para obter resultados estéticos, superiores aos obtidos com as ressecções parciais. Sendo necessária a mastectomia radical, a reconstrução imediata com retalho mio-cutâneo do músculo abdominal, ou do grande dorsal, ou ainda com o implante de próteses, são indispensáveis ao bem-estar físico e psicológico da mulher, inferindo um impacto bastante positivo na sua qualidade de vida.

Saiba mais


A informação contida neste portal está disponível com objetivo estritamente educacional. Em hipótese alguma pretende substituir a consulta médica, a realização de exames e ou, o tratamento médico. Em caso de dúvidas fale com seu médico, ele poderá esclarecer todas as suas perguntas. O acesso a Informação é um direito seu: Fique informado.

O conteúdo editorial do Portal Oncoguia não apresenta nenhuma relação comercial com os patrocinadores do Portal, assim como com a publicidade veiculada no site.

© 2003-2009 Oncoguia. Todos os Direitos Reservados. desenvolvido por Lookmysite