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Equipe Oncoguia

Última atualização: 26/01/2010

Ainda não me dei conta de que ele partiu,
mas sinto uma falta imensa, uma saudade que não tem fim...
Bruna Souza (Linfoma Emocional)
 
Muitos de nós conhecemos a luta do Tadeu contra o Linfoma Não-Hodgkin agressivo que travou por mais de um ano. E ontem, dia 10/01/2010, essa luta chegou ao fim. Mas ele não foi derrotado pela doença, pelo contrário, lutou bravamente até o último instante. Teve a coragem de simplesmente "tentar" ganhar tempo até encontrar um novo protocolo quimioterápico capaz de frear sua doença e ainda encontrar um doador compatível de medula óssea nesse mesmo tempo, posto que apenas o auto-transplante realizado dia 25/12/2009 não garantiria sua cura nas atuais condições. Ele não rendeu-se ao tratamento paliativo que aliviaria suas dores físicas, sempre quis mais, sempre quis a vida.
E é esse o grande exemplo que ele nos deixa: viver bem!
 
Bem, o Tadeu foi embora. Morreu.
Vai ver seu corpo era pequeno demais pra segurar tanta vida.
Vai ver é apenas o jeito do mundo dizer que não é nem nunca vai ser justo.
Renato Rodrigues (Cavaleiro das Teclas)
 


Convidamos vocês, amigos do Oncoguia, a conhecer um pouco mais da história do Tadeu. Nesta próxima quinta-feira, dia 25 de dezembro, ele irá se submeter a um transplante de medula. Sabemos que é uma fase muito difícil e por isso, pedimos a todos que se unam em uma corrente de energias positivas.
 
Estamos torcendo por você! Boa sorte!
 
Tadeu Nogueira tem 23 anos e mora em São Paulo. Após uma crise incessante de tosse acompanhada de uma coceira insuportável nas pernas, Tadeu procurou atendimento médico e foi diagnosticado com um linfoma não-hodking, tipo de câncer que atinge as células de defesa do organismo. “Eu meio que esperava uma notícia de um tumor, ou um câncer mesmo... Por que não? Afinal, assim que vi minha radiografia, percebi com a ajuda do médico, que tinha uma massa razoavelmente grande no meu tórax e não seria somente catarro de gripe ou algo do tipo. Fiquei aguardando o resultado que iria mudar a minha vida” descreve Tadeu.

Não muito longe de São Paulo, em Botucatu, vive a estudante Bárbara Stéfanie Meneguim Hortelan, de 19 anos, também diagnosticada com linfoma-não hodking. “Comecei a sentir uma dor na região das costas muito forte. Fui várias vezes internada, e em todas às vezes fui diagnosticada com dor muscular. Mesmo tomando remédio a dor persistia. Até que notei dois nódulos inchados na região da garganta e contei para o meu médico. Na mesma hora ele chamou um oncologista, e depois de uma punção e uma biópsia tive o diagnóstico de linfoma” diz Bárbara.

Algumas semelhanças cruzam essas duas histórias: jovens, moradores do mesmo Estado, mesmo tipo de câncer, ciclos intermináveis de quimioterapia, baixa imunidade, queda de cabelo, mudanças da rotina, sem falar dos aspectos psicológicos que a doença trás.

Surpreendentemente, ambos tiveram a mesma idéia: Criaram um Blog para escrever sobre a doença. A versão digital dos diários tem sido considerada por inúmeros pacientes uma forma benéfica de desabafar e dividir com outras pessoas suas experiências. “Criei o blog Linfomaníaco como uma válvula de escape, algo para focar, desabafar e dividir um pouco da minha história frente ao câncer” explica Tadeu.

Os benefícios são muitos. Ao escrever sobre seus sentimentos o paciente se sente aliviado ao compartilhar suas emoções, além de criar um espaço virtual de ajuda mutua, informando e sensibilizando os leitores que enfrentam o mesmo problema. “Resolvi escrever um blog A Estrutura da Bolha de Sabão contando meu dia-a-dia com o linfoma para tranquilizar as pessoas, desmistificando esse carma de morte que ronda o câncer” comenta Bárbara.

Para a Dra Luciana Holtz, psico-oncologista e especialista em Bioética, presidente do Portal Oncoguia, os blogs, de maneira geral, tem ação benéfica diante do tratamento do paciente. As comunidades e os blogs funcionam como grupos de apoio virtuais alimentados em forma de depoimentos e comentários. Essa interação faz com que o paciente se sinta amparado, acolhido e compreendido já que, na maioria das vezes, ele interage com uma pessoa que está passando ou já passou pelo mesmo que ele” explica. Ainda segundo a psico-oncologista, há outro ponto de destaque aos blogs. “Além de atuarem como uma rede de apoio entre os pacientes, eles também agem como fonte de conscientização sobre a doença já que os bloggeiros pacientes contam detalhadamente a sua história, quais eram os sintomas e o que ajudou e atrapalhou no processo do diagnóstico do câncer” .

Tadeu e Bárbara atualizam os seus blogs frequentemente. Todas as mensagens são comentadas pela legião de internautas que se identificam com a história desses dois bloggeiros.

Para conhecer outros blogs selecionados por nós clique aqui!

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