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Apesar de não ter sintomas claros, leucemia é curável

Última atualização: 04/03/2010

São Paulo, 04 (AE) - Aparentemente era só um mal-estar. Mas a atriz Drica de Moraes, no ar em "Alma Gêmea" na pele de Olívia, está internada com leucemia desde o dia 10 de fevereiro. De acordo com estimativa do Instituto Nacional do Câncer (Inca), ela é uma dos 9.580 brasileiros que vão desenvolver câncer no sangue este ano. A maior incidência dentre a neoplasia ocorre na próstata. Devem ser 52 mil novos pacientes até dezembro.

Se tratada, a doença é curável em 80% dos casos infantis e 50% nos adultos, garantem os especialistas. No entanto, é uma missão difícil identificá-la. "Os sintomas são subjetivos, e se um deles aparecer - febre, anemia ou manchas roxas - é preciso ter cautela. O indicado é ir o mais rápido possível ao médico para fazer um exame de sangue", diz a chefe do Serviço de Hematologia do Hospital do Inca, Jane Dobbim.

A médica onco-hematologista da Associação Brasileira de Leucemia (Abrale), Ana Lucia Cornacchioni, acrescenta que o diagnóstico pode ser demorado.

"Diferentemente dos outros tipos de câncer, a leucemia não tem causa identificada que possibilite a sua prevenção", explica o presidente da Associação Brasileira de Hematologia e Hemoterapia, Cármino Antonio de Souza.

"Ela tem vários sub-tipos, que variam de acordo com as células atingidas. A aguda, por exemplo, tem mais de 20", diz o hematologista da Santa Casa de SP, Rodolfo Cançado. Esse câncer atinge os glóbulos brancos do sangue (leucócitos) e sua principal característica é o acumulo de células jovens anormais na medula óssea.

Tratamento

Além do hemograma, o paciente deve fazer um mielograma, no qual se coleta as células da medula óssea para identificação de possíveis células anormais . Como a causa da leucemia é ainda desconhecida, o tratamento tem o objetivo de destruir as células leucêmicas, para que a medula volte a produzir células normais. "O tratamento é individual", diz Jane Dobbim. Mas alguns procedimentos médicos são comuns no tratamento, como a quimioterapia, a punção lombar, que consiste na aspiração do liquor, uma das três membranas que forra a medula; a implantação do cateter venoso central, para facilitar a aplicação de medicamentos, além de transfusões de hemácias e de plaquetas.

O transplante de medula é necessário sobretudo nos casos agudos.

Tipos mais comuns

Aguda: aparece rápido. O número de células leucêmicas cresce e a doença agrava-se. Mais comum em crianças, exige internação e tem tratamento agressivo. Contudo, tem mais chances de cura rápida. A febre alta é o primeiro sintoma, seguido de sangramentos na gengiva e no nariz, manchas roxas e pontos similares a picadas de inseto no corpo. A fase da anemia é caracterizada por fraqueza, palpitações, fadiga, palidez e dores nos ossos

Crônica: Com maior incidência em adultos, aparece lentamente. A medida que o número de células leucêmicas aumenta, aparecem ínguas e os pacientes ainda podem apresentar aumento do baço e a anemia. O tratamento desse tipo é ambulatorial e mais lento.

Fonte: Agência Estado

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