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Britânica com gigantismo por tumor não diagnosticado processa hospital

Equipe Oncoguia

Última atualização: 13/07/2012

Segundo jornais britânicos, Kate Woodward, hoje com 20 anos, teve um crescimento anormal desde a infância e, aos 11 anos, já tinha chegado aos 1,75m. Ela afirmou que a altura fez com que ela sempre fosse vista como uma "aberração".

Apenas em setembro de 2005, quando ela estava com 13 anos, os médicos diagnosticaram pela primeira vez o gigantismo acromegálico, resultado do tumor na glândula pituitária e que liberou quantidades excessivas do hormônio de crescimento no corpo da britânica.

Os advogados da jovem dizem que os médicos do serviço público de saúde deixaram de detectar o tumor, apesar de constantes atendimentos à paciente entre 2001 e 2005.

Sem tratamento, a doença acabou causando problemas nas costas, joelhos e dentes de Kate, o que, segundo a britânica, arruinou os seus planos de seguir a carreira de atriz.
Woodward vai pedir uma indenização de 2 milhões de libras (cerca de R$ 6 milhões) no que seria , segundo seus advogados, o primeiro caso deste tipo.

'Dor e sofrimento'
Woodward quer ser indenizada pela dor e sofrimento que passou e também pelas despesas médicas e o dinheiro gasto para fazer roupas sob encomenda, pois, devido ao seu crescimento anormal, ela não consegue encontrar roupas em lojas comuns.

Em um depoimento no tribunal, a jovem disse que tinha o desejo de ser atriz desde os 5 anos de idade e que chegou a ganhar prêmios na Academia de Música e Artes Dramáticas de Londres.
"Eu estava crescendo e, efetivamente, ficando mais feia, até o ponto em que você não pode mais se tornar uma atriz", disse.

Woodward agora quer ser roteirista, mas os problemas de saúde estão atrapalhando seus estudos na universidade.
"Ela é muito consciente em relação à altura e sente que isto a deixou marcada como uma aberração", disse o advogado de Woodward, Stephen Grimes, durante o julgamento do caso em Londres.

A jovem começou a crescer de forma anormal a partir dos 8 anos de idade e recebeu tratamento em pelo menos dois hospitais na cidade de Leeds.
Os médicos só descobriram o tumor em 2005. Desde então, a maior parte do tumor foi removida, mas a jovem já sofria com crescimento excessivo e problemas nos ossos.

Parte do tumor não pode ser removida. Ela continua recendo hormônios e, recentemente, teve problemas na vesícula.
O julgamento, na Alta Corte de Londres, continua..

Os advogados da jovem afirmam que os hospitais de Leeds já "aceitaram e admitiram" que foi um caso de negligência clínica.
Segundo jornais locais, os hospitais concordaram em pagar para tratamentos médicos futuros, tratamentos odontológicos, férias e compras de sapatos sob medida, mas discordam da quantia pedida pelos advogados da paciente.
Mas, eles discordam da indenização de 2 milhões de libras.

Fonte: BBC Brasil


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