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Romance de John Green usa ironia e bom humor para falar sobre câncer

Equipe Oncoguia

Última atualização: 30/07/2012

Falar sobre câncer nunca é fácil. Saber abordar com leveza o assunto – uma doença invasiva que, quando não mata, deixa sequelas físicas ou psicológicas severas –, sem dúvidas, é para poucos. Nesta parcela encontra-se o americano John Green, 34 anos, que, mesclando doçura, ironia e bom humor, aborda a temática no seu novo livro, A Culpa é das Estrelas (Intrínseca/288 páginas/R$ 29,90).

Na lista dos mais vendidos do The New York Times desde seu lançamento nos Estados Unidos, em janeiro, o trabalho de Green conta a história de Hazel Grace, garota de 16 anos que luta contra um câncer de tireoide desde os 13. Em estado terminal e com sobrevida por conta de uma nova droga, ela vive uma paixão por Augustus Waters, 17, que conhece no grupo de Apoio à Crianças com Câncer.

O livro - que já vendeu cerca de 500 mil exemplares e terá adaptação para o cinema pela Fox - é dedicado a Esther Earl, uma fã de Green que morreu de câncer, em 2010, aos 16 anos. Apesar da semelhança, o autor ressalta que a obra é ficcional. “Eu inventei”, diz em nota, logo no início. Ir contra isso, segundo ele, é um “ataque à crença de que histórias inventadas podem ser relevantes”. “Agradeço a sua colaboração nesse quesito”, finaliza, dirigindo-se ao leitor.

Clichê e horror

A Culpa é das Estrelas foi escrito do ponto de vista de Hazel. Apesar da temática, a garota está longe de ser uma protagonista depressiva. Pelo contrário. Sempre acompanhada por um cilindro de oxigênio - que carinhosamente chama de Felipe - Hazel é bem-resolvida e busca viver a vida como outra adolescente qualquer.

Um dos seus passatempos favoritos é ler, principalmente o livro Uma Aflição Imperial. “UAI é sobre uma menina chamada Anna ... diagnosticada com um tipo raro de leucemia. Mas esta não é uma história de câncer, porque livros assim são um horror”, ressalta a personagem, referindo-se à obra dentro da obra.

Apesar de levar a vida numa boa, Hazel se vê obrigada pela mãe a frequentar o Grupo de Apoio porque “precisa fazer novos amigos”. A contragosto, ela acata e acaba conhecendo Augustus. Simpático, sedutor e divertido, o ex-jogador de basquete que perdeu uma perna para o osteosarcoma - tipo de câncer nos ossos - encanta Hazel.

De forma leve, o romance se desenrola brincando com os clichês do mundo do câncer. A ideia é fazer o leitor rir e chorar, segundo Green. “Há quase doze anos trabalhei como acompanhante de estudantes em um hospital infantil e, desde então, tenho tentado escrever uma história engraçada e honesta sobre isso”, explica em entrevista sobre o livro.

O título do romance faz referência a um trecho da tragédia Júlio César, escrita pelo dramaturgo inglês William Shakespeare (1564-1616): “A culpa, querido Brutus, não está nas estrelas, mas em nós mesmos”. No caso do destino de Hazel, a culpa não é dela.
 
 
Fonte: Correio da Bahia


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