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Johnson anuncia que vai abolir algumas substâncias químicas de seus produtos

Equipe Oncoguia

Última atualização: 20/08/2012

A Johnson&Johnson fez um anúncio nesta semana nos Estados Unidos afirmando que até 2015 vai retirar algumas substâncias químicas de seus produtos, incluindo os que são vendidos no Brasil, como Neutrogena, Clean&Clear e os shampoos para bebês. O anúncio vem depois de um longo debates nos Estados Unidos e de campanhas de consumidores que pedem um uso mais restrito de produtos que, em animais, se mostraram pouco seguros – mesmo que usados há décadas. Foi a primeira grande empresa a fazer esse tipo de anúncio, bastante comemorado por organizações não governamentais.

“Estamos vivendo uma discussão pública sobre a segurança de alguns ingredientes dos produtos de uso pessoal. É importante termos uma voz nisso”, afirmou em entrevista ao New York Time Susan Nettesheim, vice-presidente para produtos e toxicologia da empresa. Ela afirma que a mudança exigirá um investimento grande da companhia para pesquisar alternativas para essas substâncias, usadas há décadas por todo o mercado.

Em 2009, a Campanha para Cosméticos Seguros, realizada por várias organizações não-governamentais, analisou dezenas de produtos para crianças vendidos no mercado americano e constatou a presença do formaldeído e do 1,4 dioxane, considerados cancerígenos em estudos com animais – e eles não constavam na lista de ingredientes dos produtos porque não eram considerados, tecnicamente, ingredientes. Nesses produtos em questão eles apareciam como resíduos liberados com o tempo por outros ingredientes usados nas fórmulas.

A empresa também vai parar de usar o ftalato, várias fragrâncias e o triclosano, um antibacteriano usado em sabonetes, todos eles questionados por grupos de consumidores e associados a problemas de saúde, inclusive câncer, em pesquisas laboratoriais com animais.

A iniciativa é bem boa e espera-se que outras empresas sigam o mesmo caminho – interessante, inclusive, para se começar a discutir mais o tema aqui no Brasil, onde a gente ainda aceita escova progressiva com altos níveis de formaldeído (apesar de haver regulamentação da Anvisa sobre o tema).
 
 
Fonte: O Estado de São Paulo


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