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Tabagista passivo tem 30% de riscos a mais de ter câncer de pulmão

Equipe Oncoguia

Última atualização: 29/08/2012

Nos últimos anos, o percentual de fumantes na população caiu. Mas 25 milhões de brasileiros ainda fumam.

 
No Dia Nacional de Combate ao Fumo, especialistas alertam: quem convive com o cigarro - mesmo sem fumar - também corre riscos.
São 52 anos de um casamento perfeito – ou quase. Dona Wilma e seu Pedro têm um único motivo para o desentendimento: o cigarro.

“Acaba de manhã um cafezinho, você fuma um cigarro, é gostoso. Acaba de almoçar é a minha sobremesa”, conta Wilma Vivas.

“Eu sou contra cigarro. Eu zango com ela. Eu sou contra. Se alguém tiver fumando um charuto, por exemplo, perto de mim, eu vou para longe”, diz Pedro Vivas.

O pai de seu Pedro fumava, os empregados fumavam, o sogro fumava, os amigos fumavam. Ele nunca fumou. Ela fuma desde os 18 anos. Seu Pedro já teve dois enfartes. E as estatísticas de mortes por tabagismo passivo são desanimadoras.

Segundo o Inca, morrem por ano 2.6 mil pessoas que não fumam, mas que vivem perto de quem fuma. O tabagista passivo tem 30% de riscos a mais de desenvolver câncer de pulmão e 24% de sofrer infarto e doenças cardiovasculares.

Crianças que convivem com adultos fumantes podem ter um triste futuro. “As doenças respiratórias claramente estão demonstradas que pioram em crianças que convivem com fumantes. Mas estudos feitos no final da década de 90 mostraram que crianças que convivem com fumantes têm lesões que vão ser mais a frente a causa do infarto agudo”, explica o cardiologista Ronaldo Leão.

As campanhas contra cigarro conseguiram reduzir quase pela metade o percentual de fumantes. Eram 32% da população, hoje são 17%. Ainda assim, é muita gente fumando.

“O tabagismo é uma doença crônica, uma dependência da nicotina, uma epidemia. Você vê que temos cerca de 25 milhões de fumantes no Brasil. São 1,3 bilhão de fumantes no mundo”, afirma Ricardo Meirelles, pneumologista do Inca.

Esta epidemia mata sete pessoas por dia. “Tem estudos que também provam que pessoas que convivem 20 anos com fumantes no trabalho têm uma queda da sua capacidade respiratória como se fosse fumante de dez cigarros por dia”, diz o pneumologista.

Na família de Dona Wilma, todos fazem campanha para ela parar. Não adianta. “O cigarro é uma fuga, a verdade é essa. Você está nervoso, você puxa um cigarrinho. Eu acho que se eu tivesse força de vontade mesmo deixaria”, conta.

“Existem estratégias e ferramentas muito eficientes contra o vício”, afirma o Dr. Luís Fernando

Para conversar sobre o assunto, o Bom Dia Brasil conversou com o Dr. Luis Fernando Correia. O médico explica que força de vontade nem sempre é suficiente para deixar de fumar. “O vício do cigarro é muito potente. A nicotina é um aditivo muito potente. Na verdade, a pessoa precisa de muita ajuda para parar de fumar”, diz. Segundo ele, de um grupo de quatro pessoas que tentam deixar o cigarro, três não conseguem na primeira tentativa. “A maioria vai precisar tentar várias vezes na vida”, completa.

O Dr. Luis Fernando explica que existem estratégias e ferramentas muito eficientes contra o vício. “São medicamentos para diminuir a compulsão pelo vício, substitutos para a nicotina, como o chiclete e adesivos. Além de aconselhamentos em grupos e o exercício físico. A combinação disso tudo leva a uma chance de sucesso maior”, diz.

Segundo o médico, o principal é descobrir o “gatilho” que leva ao cigarro. “Pode ser um cafezinho, a sobremesa, a convivência com um amigo no bar. Conhecendo o gatilho, você pode se programar e evitar a armadilha no dia a dia”, aponta.
 
 
Fonte: G1


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