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Maria dos Aflitos Silva

Equipe Oncoguia

Última atualização: 30/03/2012

Instituto Oncoguia - Você poderia se apresentar?
 
Maria dos Aflitos - Sou enfermeira há 30 anos, tenho mais de 50 anos, funcionária pública estadual e municipal, moro e trabalho na capital do Maranhão, São Luis. Gosto muito da saúde pública, apesar de trabalhar na assistência também trabalho na prevenção, na saúde do trabalhador. Na assistência trabalho na pediatria de um hospital de emergência, com crianças que passaram por cirurgias inclusive ortopédicas. Sou solteira, mas não moro sozinha, tenho uma irmã que tem um casal de filhos que moram comigo.

Instituto Oncoguia - Como você descobriu que estava com câncer?

Maria dos Aflitos - Fazendo exames periódicos.

Instituto Oncoguia - Como você ficou quando recebeu o diagnóstico? O que sentiu?

Maria dos Aflitos - Inicialmente chocada, como todas as pessoas, mas com muito equilíbrio, senti que precisava enfrentar o tratamento e os dissabores que ele traz.

Instituto Oncoguia - Quais foram os passos tomados após o recebimento do diagnóstico?

Maria dos Aflitos - Providenciar o tratamento o mais rápido possível.

Instituto Oncoguia - Em que momento do tratamento você se encontra agora? Quais tratamentos você já realizou?
 
Maria dos Aflitos - Terminei o tratamento em fevereiro de 2011 e de lá pra cá faço apenas exames a cada 3 meses. Passei por uma cirurgia pra retirada do quadrante (o câncer foi de mama), depois de 30 dias iniciei os ciclos de quimo (total de seis) e depois passei por 30 sessões de radioterapia em acelerador linear.
 
Instituto Oncoguia - Em sua opinião, qual foi o tratamento mais difícil? Por quê?
 
Maria dos Aflitos - A quimo é a mais difícil é que como o nome diz são doses altas de medicamentos que ao chegar no organismo vão alterando tudo. Daí deixam o corpo fragilizado em todos os sentidos.

Instituto Oncoguia - Você teve efeitos colaterais?

Maria dos Aflitos - Tive, mas coisas muito leves! Tive prisão de ventre nos primeiros ciclos, mas depois cuidei bem com a alimentação, tive calor e rubor na face, sensação de cansaço nos membros inferiores, perda total de cabelos e pelos, apenas uma infecção de garganta, mas nada que me tirasse o ânimo nem a boa expectativa de cura.

Instituto Oncoguia - Como é a sua relação com o seu médico?

Maria dos Aflitos - Muito boa! Conversamos sobre o tratamento e outros assuntos.

Instituto Oncoguia - Você fez acompanhamento com equipe multiprofissional? (psicóloga, nutricionista, etc)
 
Maria dos Aflitos - Sim, fiz apenas uma consulta com a nuticionista, que me deu cardápio e orientações sobre alimentação e alimentos e também me consultei com a psicóloga antes de começar as quimios. Também tive acompanhamento com a enfermeira da clinica.

Instituto Oncoguia - Na sua opinião, o que é mais difícil de enfrentar durante o tratamento e por quê?

Maria dos Aflitos - Acho que tudo é complicado, pois cada etapa é diferente uma da outra, mas se nossa cabeça esta equilibrada tudo se resolve. É preciso também acreditar no tratamento e ter fé em Deus e nos médicos e em toda a equipe. Assim, tudo fica bem.

Instituto Oncoguia - O que foi fundamental e lhe ajudou a enfrentar o câncer?

Maria dos Aflitos - O equilíbrio emocional, a família, os amigos e a confiança que tudo iria correr bem e por acreditar que câncer hoje não é mais um bicho de sete cabeças.

Instituto Oncoguia - Como está a sua vida hoje? Nos conte sobre seu trabalho e planos para o futuro.

Maria dos Aflitos - Hoje sou uma pessoa tranqüila, trabalho normalmente, apenas troquei de setor no hospital de urgência, pedi pra sair do setor que eu trabalhava por que era um setor de terapia intermediária e tinha só pacientes graves com infecção e me colocaram na pediatria que é mais tranqüilo.
 
Meus planos são continuar a trabalhar até chegar na aposentadoria, atualmente faço mestrado fora do Brasil e acreditando sempre que estou curada.Tenho planos de viajar pra Europa daqui a dois anos.

Instituto Oncoguia - Que orientações você daria para alguém que está recebendo o diagnóstico de câncer hoje?

Maria dos Aflitos - Ter equilíbrio emocional, buscar apoio na família , religião, e nos profissionais, se informar sobre todas as etapas do tratamento e não desanimar. Ter força, não se desesperar.

Instituto Oncoguia - Qual a importância da informação durante o tratamento de um câncer?

Maria dos Aflitos - Acho que quando temos informação podemos questionar, discutir e entender melhor o que se passa e até ajudar no tratamento e recuperação.

Instituto Oncoguia - Você buscou se informar? De que maneira?

Maria dos Aflitos - Sim, apesar de ser enfermeira nunca tinha lidado muito com o tema, porém 2 anos antes do diagnóstico convivi com uma sobrinha que tinha linfoma então quando tive o diagnóstico já tinha mais informações sobre câncer. Daí busquei mais informação na internet e foi nestas buscas que encontrei o oncoguia

Instituto Oncoguia - Mais alguma coisa que você gostaria de nos contar?

Maria dos Afitos - O momento do diagnóstico foi mais difícil por que não tinha nem um mês que havia perdido minha sobrinha de apenas 15 anos de idade vitima de linfoma, então foi difícil levar as informações pra família em especial ao meu pai de 89 anos e minha mãe de 82 anos, pois ainda estavam sobre o impacto da perda de neta. Mas sempre mostrando que um era diferente do outro e que as circunstâncias também eram, como meu tratamento foi muito tranqüilo o equilíbrio voltou e hoje tudo esta bem.  Muitas pessoas que me conhecem sempre que me encontram ficam admirados como foi minha recuperação.


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