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Maria Izabel A. Soares

Equipe Oncoguia

Última atualização: 20/04/2012

Instituto Oncoguia - Você poderia se apresentar?
 
Maria Izabel - Tenho 53 anos e sou formada em Jornalismo, não exerci a profissão contudo tenho me dedicado à leitura e escrita. Optei por cuidar do lar e filhos, após treze anos de trabalho em empresa bancária e, pretendo retornar aos estudos - quem sabe fazer uma pós graduação.

Instituto Oncoguia - Como você descobriu que estava com câncer?

Maria Izabel - Fui consultar-me com uma mastologista, pois o mamilo da mama esquerda estava retraído; ela solicitou exames e advertiu a possibilidade de ser câncer.

Instituto Oncoguia - Como você ficou quando recebeu o diagnóstico? O que sentiu?

Maria Izabel - Senti como se não fosse comigo e tive curiosidade: saber se era fatal, se havia chances, tratamento. Acho que não entrei em pânico porque o olhar da minha médica demonstrava segurança; sua objetividade não dava espaço para temores.

Instituto Oncoguia - Qual era a sua maior preocupação no momento em que te deram a notícia?

Maria Izabel - A responsabilidade de sobreviver; se eu teria força suficiente para lutar a meu favor.

Instituto Oncoguia - Quais foram os passos tomados após o recebimento do diagnóstico?

Maria Izabel - Conversar com meus familiares e amigos (não dá para fingir que não está doente); disposição para os exames e coragem para a cirurgia (mastectomia com retirada dos vasos linfáticos).

Instituto Oncoguia - Em que momento do tratamento você se encontra agora? Quais tratamentos você já realizou?

Maria Izabel - Após a quimioterapia (não precisei da radio), tomei Tamoxifeno durante cinco anos. Estou na fase de exames de rotina (USG da mama, mamografia e preventivo).

Instituto Oncoguia - Em sua opinião, qual foi o tratamento mais difícil? Por quê?

Maria Izabel - O pós-operatório: a quimioterapia nos deixa enjoada, sem ânimo e foi preciso reavaliar meus valores físicos para aceitar-me como “mastectomizada”. Optei por uma prótese externa a submeter-me a nova cirurgia, apenas por vaidade. O que é uma mama diante da minha trajetória de 47 anos de vida?

Instituto Oncoguia - Você teve efeitos colaterais?

Maria Izabel - Só a perda do cabelo ( recuperado com novas e fortes fibras) e náuseas.

Instituto Oncoguia - Como é a sua relação com o seu médico?

Maria Izabel - A minha médica, da época, não é conveniada com o SUS e sinto a sua ausência. Percebo no SUS a ausência de entrosamento entre médico e paciente; da orientação sem questionamentos, pois uma boa parcela destes médicos prezam a quantidade e as consultas tornam-se formais e rápidas.

Instituto Oncoguia - Você fez acompanhamento com equipe multiprofissional?

Maria Izabel - Não. Talvez estivesse bem assessorada pela minha médica ou o plano não tinha esta equipe para acompanhar-me. Não houve sugestão a respeito.

Instituto Oncoguia - Na sua opinião, o que é mais difícil de enfrentar durante o tratamento e por quê?

Maria Izabel - A discriminação, patente naqueles que consideram câncer uma doença terminal e alguns profissionais de medicina não têm a sutileza com o paciente nesta jornada – em que nos sentimos mais fragilizadas.

Instituto Oncoguia - O que foi fundamental e lhe ajudou a enfrentar o câncer?

Maria Izabel - Minha família e meus amigos; em pequenas doses diárias de ânimo e reaprendizagem conjunta de hábitos .

Instituto Oncoguia - Como está a sua vida hoje? Nos conte sobre seu trabalho e planos para o futuro.

Maria Izabel - Tento acompanhar o desenvolvimento da família e procuro executar minhas tarefas sem exageros; estou comprometida com estudos para concursos públicos, buscando uma estabilidade maior para mim e os meus. Retornei aos ensinamentos doutrinários e agradeço ao Pai por cada dia que Ele me permite evoluir.

Instituto Oncoguia - Que orientações você daria para alguém que está recebendo o diagnóstico de câncer hoje?

Maria Iazabel - Não entrar em desespero; conversar abertamente com seu médico sobre a situação, sem mascarar a realidade ou dramatizar o problema. Não se culpar por não ter tido cuidados com seu corpo; aceitar o episódio como uma advertência para auto-exame futuro e buscar a melhor maneira de sair desta situação. Atualmente existem inúmeras alternativas para o tratamento e a tecnologia está a nosso favor.

Instituto Oncoguia - Qual a importância da informação durante o tratamento de um câncer?

Maria Izabel - Fundamental. É preciso saber em que terreno estamos pisando para sabermos caminhar. A diferença está em não desconhecer todo o processo que nos levará a ter êxito.

Instituto Oncoguia - Você buscou se informar? De que maneira?

Maria Izabel - Conversando com minha médica, pesquisando na internet ou mesmo com outros pacientes: nossos problemas parecem menores quando constatamos que não somos únicas a enfrentar tal situação.

Instituto Oncoguia - Como você acredita que o trabalho do Oncoguia ajuda os pacientes? Te ajudou/ajuda de alguma forma?

Maria Izabel - Através de informações sobre tratamentos, esclarecimentos sobre mitos (são muitos!), depoimentos encorajadores de usuários e a interação com o paciente, parente ou mesmo curioso sobre o assunto.

Instituto Oncoguia - Mais alguma coisa que você gostaria de nos contar?

Maria Izabel - Espero ter contribuído com uma fagulha de esperança naquelas que se identificaram com meu depoimento, pois momentos de fraqueza, de desânimo, de lágrimas são normais neste processo (eu não escapei deles). Afinal nenhum guerreiro é imune aos seus sentimentos. O importante é não nos sentirmos sós e o ONCOGUIA possibilita este encontro virtual, tornando-se parceiro real nesta luta.


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