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Irleyse Garcia Costa de Sá

Equipe Oncoguia

Última atualização: 27/04/2012

Instituto Oncoguia - Você poderia se apresentar?

Irleyse Garcia - Me chamo Irleyse Garcia Costa de Sá, sou fonoaudióloga, 32 anos, casada há 3 anos com Luiz de Sá Neto, ainda não temos filhos e moro em Ipatinga, Minas Gerais.

Instituto Oncoguia - Como você descobriu que estava com câncer de Mama?

Irleyse Garcia - Eu sempre fiz acompanhamento com ginecologista, pois no autoexame tinha percebido nódulos nas duas mamas, daí continuei fazendo exames periódicos para ver se os nódulos evoluiam ou não. A mama esquerda não evoluiu, já a direita percebi que além de estar maior o nódulo, minha mama estava rígida e sentia umas fisgadas que erradiavam pro braço. Eu relatei pra ginecologista que continuou afirmando que estava tudo normal, pouco tempo depois meu bico inverteu e a mama ainda mais rigida ficou, estando nítido inclusive a diminuição do tamanho.

Voltei a médica que insistia que estava dentro dos padrões, até que por conta própria procurei um mastologista e ele só de ver o aspecto da mama afirmou que era câncer. Realizei então a corebiopsy tendo o diagnóstico de neoplasia mamária com um tumor já de 5 cm, fiquei um ano tentando descobrir e confiando na         
ginecologista.

Instituto Oncoguia - Como você ficou quando recebeu o diagnóstico? O que sentiu?

Irleyse Garcia - A princípio o mundo caiu na minha cabeça, pois estava tentando engravidar. Além disso, fiquei muito chateada com a negligência da ginecologista, chorei, pensei muito na vida que levava, mas o choro durou somente uma semana, logo encarei de frente mesmo não tendo noção do que passaria.

Instituto Oncoguia - Qual era a sua maior preocupação neste momento?

Irleyse Garcia - Retirar logo o nódulo, queria muito operar, tirar aquilo de mim e tratar com urgência. Vontade enorme de viver.

Instituto Oncoguia - Quais foram os passos tomados após o recebimento do diagnóstico?

Irleyse Garcia - Primeiro muitos exames, cintilografia, ultrassons, raio, depois fiz a mastectomia total da direita com introdução imediata do expansor para iniciar a reconstrução da mama desde já, depois fiz 16 sessões de quimioterapia, 28 de radioterapia e ainda vou passar por 2 cirurgias plásticas.

Instituto Oncoguia - Em que momento do tratamento você se encontra agora?

Irleyse Garcia - Estou aguardando as 2 cirurgias, uma pra retirar o expansor e colocar o silicone e a outra pra refazer a auréola. Mas já repeti todos os exames e recebi a cura, está tudo normal.

Instituto Oncoguia - Em sua opinião, qual foi o tratamento mais difícil? Por quê?

Irleyse Garcia - A expansão da mama dói infinitamente, isso achei o mais dificil já que sentia muuuita dor. A quimio teve a perda dos cabelos e sombrancelhas, isso não me abalou, me incomodei mais com o inchaço que me fez ganhar 15 quilos, minha coluna reclama muito desse excesso de peso. Sempre encarei a quimio como aliada, sem ela seria quase impossível me livrar da doença.

Instituto Oncoguia - Você teve efeitos colaterais?

Irleyse Garcia - Muitos efeitos colaterias, desmaios, muita náusea e vomitos, dores no corpo, insônia, cansaço e muita irritabilidade.

Instituto Oncoguia - Como foi a relação com o seu médico?

Irleyse Garcia - Meu oncologista Dr. Enaldo Melo de Lima foi essencial pro meu tratamento, muito atencioso, calmo, me passando sempre segurança e 24 hs disponível, sempre me atendeu quando precisei e sempre me tirou todas as dúvidas, ele realmente acompanha de perto o estado clínico do paciente. E isso foi primordial pra mim.

Instituto Oncoguia - Com que outro profissional você se relacionou?

Irleyse Garcia - Mastologista, Cirurgião plástico, psicólogo, nutricionista, fisioterapeutae enfermeiros.

Instituto Oncoguia - Durante o tratamento do câncer o que mais difícil de enfrentar e por que?

Irleyse Garcia - O mais difícil foi a indiferença de muitas pessoas que conviviam comigo, pode ser arcaico mas ainda existe preconceito, as pessoas nos olham como o próximo a morrer e com aquela cara de pena. Sempre rejeitei isso.

Instituto Oncoguia - O que foi fundamental e lhe ajudou a enfrentar o câncer?

Irleyse Garcia - O apoio do meu marido, família e amigos, e mais fundamental ainda meu bom humor. Nunca perdi o bom humor por mais difícil que fosse a situação. A mente sã ajuda muito.

Instituto Oncoguia - Como está a sua vida hoje? Conte-nos sobre seu trabalho e planos para o futuro.

Irleyse Garcia - Ainda não voltei ao trabalho, continuo afastada, tento levar a vida normalmente, como bem, durmo bem, saio, me divirto, mas confesso que não faço planos, apenas vivo um dia de cada vez com muito prazer.

Instituto Oncoguia - Que orientações você daria para alguém que está recebendo o diagnóstico de câncer hoje?

Irleyse Garcia - Primeiro que chore o que tiver de chorar, é normal, não é uma doença fácil, mas tente levar a vida com o máximo de normalidade possivel, sair, divertir, ver pessoas que gosta e lembrar sempre: A LUTA CONTRA O CÂNCER TEM DIA PRA COMEÇAR E TEM DIA PRA ACABAR.

Instituto Oncoguia - Qual a importância da informação durante o tratamento de um câncer?

Irleyse Garcia - Eu ficava segura pois sabia e entendia o porque de tudo que estava sentindo e que cada caso é um caso, cada um tem um tratamento individualizado.

Instituto Oncoguia - Você buscou se informar? De que maneira?

Irleyse Garcia - Livros, internet e muitos bate papos com exs pacientes e meus médicos.

Instituto Oncoguia - Como você conheceu o Oncoguia?

Irleyse Garcia - Através de um documentário sobre câncer de mamano Discovery Home & Health.

Instituto Oncoguia - O que te motivou a escrever para o Oncoguia ?

Irleyse Garcia - Vi que é uma instituição séria que realmente luta com os pacientes esclarecendo todas as dúvidas.

Instituto Oncoguia - Mais alguma coisa que você gostaria de contar?

Irleyse Garcia - Sim, apenas que o Câncer mudou minha vida pra melhor, eu cresci, amadureci e dou muito mais valor a tudo do que antes.


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