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Márcia Fleury

Equipe Oncoguia

Última atualização: 02/05/2012

Instituto Oncoguia - Você poderia se apresentar?

Márcia Fleury - Meu nome é Márcia, tenho 51 anos, sou casada, tenho um filho de 21 anos, moro em Itapetininga/SP. Sou Bacharel em Direito e atualmente trabalho como Executiva de Contas em uma empresa na minha cidade. Sou uma pessoa muito ativa, adoro estar com a família e amigos, gosto muito de viajar, adoro animais e meu hobby é cozinhar.

Instituto Oncoguia - Como você descobriu que estava com câncer?

Márcia Fleury - Sou uma pessoa muito clarinha e tenho muitas pintas. Mas tinha uma nas costas que começou a crescer e a mudar de cor e de forma. E meu marido sempre me falando para procurar um médico. Então, numa viagem a trabalho a São Paulo, fui procurar um dermatologista. Ele examinou e me disse que queria tirar a pinta naquele mesmo dia. Assim, fui ao evento e retornei à noite ao consultório para a microcirurgia.

Depois de 15 dias voltei para saber o diagnóstico. Era um Melanoma (Câncer de Pele Maligno).

Instituto Oncoguia - Como você ficou quando recebeu o diagnóstico? O que sentiu?

Márcia Fleury - Realmente fiquei sem ação, sem chão, parecia que o mundo estava desabando na minha cabeça. Não podia acreditar que aquilo estava acontecendo comigo. Eu...uma pessoa sonhadora, cheia de planos, cheia de vida! Foi um dos piores dias da minha vida. Essa notícia afetou não só o meu lado emocional e o de toda a minha família, mas também fiquei hipertensa.

Instituto Oncoguia - Qual era a sua maior preocupação no momento em que te deram a notícia?

Márcia Fleury - Quando você recebe uma notícia dessas você pensa nas pessoas que você mais ama. Pensei no meu filho. Como iria dar a notícia para ele. Nesse momento, resolvi lutar com todas as minhas forças e muita fé em Deus, pois queria viver.

Instituto Oncoguia - Quais foram os passos tomados após o recebimento do diagnóstico?

Márcia Fleury - Após o diagnóstico fui encaminhada imediatamente pelo próprio dermatologista, para um professor dele, que com seu olho clínico descobriu que eu não tinha só um melanoma, aquele da biópsia, mas tinha mais um, constatado por biópsia na minha primeira cirurgia. Como um dos melanomas já estava profundo afetou dois dos meus linfonodos sentinelas, assim, em menos de um mês realizei mais uma cirurgia para a retirada de todos os outros (esvaziamento axilar).

Depois de passada essa fase de cirurgias, comecei a ficar mais estável e voltei a trabalhar. Por três anos fiquei tranquila fazendo controles a cada três meses. No ano passado, num desses controles o médico do ultrassom detectou três nódulos no meu fígado. Voltei ao meu Oncologista da Cutânea que pediu uma ressonância e foi constatado que era uma metástase do melanoma no fígado.

Dessa vez, meu mundo desabou realmente. Eu estava sozinha quando recebi a notícia. Foi horrível, triste, foi doído demais! Nesse momento fui encaminhada a um Oncologista Clínico para novos exames, biópsia, e escolha de um novo tratamento.

Instituto Oncoguia - Em que momento do tratamento você se encontra agora? Quais tratamentos você já realizou?

Márcia Fleury - Atualmente estou me tratando no Hospital São José (Beneficência Portuguesa), com o Dr. Rafael Aron Schmerling e estou participando de uma Pesquisa Clínica da Roche com o medicamento Zelboraf (Vemurafenibe), e temos tido ótimos resultados.

Já participei de outra pesquisa clínica no mesmo Hospital e com o mesmo médico, com o medicamento Ipilimumab e também nos deu bons resultados. Assim que soube da metástase no fígado, realizei sessões de Bioquimioterapia no antigo Hospital onde me tratava.

Instituto Oncoguia - Em sua opinião, qual foi o tratamento mais difícil? Por quê?

Márcia Fleury - Foi a Bioquimioterapia. Porque eu ficava internada em UTI de cinco a seis dias tomando muitos medicamentos e tinha muitos efeitos colaterais. Comecei a perder cabelo, tinha muita retenção de líquido, náuseas, diarreia, entre muitos outros.
 
Embora eu tivesse apoio de tantas pessoas queridas, foi muito sofrido e por mais de uma vez eu pensei que fosse morrer naquela UTI. Foi muito sofrido e eu muitas vezes me pergunto como aguentei tudo aquilo e só tem uma resposta na minha cabeça: Deus, fé.

Instituto Oncoguia - Você teve efeitos colaterais?

Márcia Fleury - Muitos. Como disse acima, perdi cabelo, tive náuseas, muitas dores, diarreia, não podia ver comida e ficava assim por dias, mesmo depois de estar em casa. Tive Colite Ulcerativa e fiquei com algumas sequelas de tratamentos, mas que convivo bem com elas.
 
Com o tratamento atual, o efeito colateral, em mim, é a artrite. E trato a dor com cortisona. Porém é bem mais tranquilo, além de ser via oral (significa que não tem furos, injeções, etc.) é feito em casa e eu passo no médico a cada 28 dias para exames e controles. E me mantenho em contato com ele através do Bíper todas as vezes que preciso, 24 horas por dia. Fico muito segura com este sistema. Sei que meu médico está ali para quando eu precisar e nas minhas piores horas.

Instituto Oncoguia - Como é a sua relação com o seu médico?

Márcia Fleury - Excelente. Eu digo sempre para as pessoas que meu médico é meu “Anjo da Guarda”. Sem toda a sua sabedoria, inteligência, experiência e principalmente o seu apoio eu não estaria como estou hoje, ótima!

Instituto Oncoguia - Na sua opinião, o que é mais difícil de enfrentar durante o tratamento e por quê?

Márcia Fleury - É muito difícil enfrentar dores e eu passei e ainda passo por muitas.

Instituto Oncoguia - O que foi fundamental e lhe ajudou a enfrentar o câncer?

Márcia Fleury - Fundamental é o apoio da minha família e dos meus amigos sempre juntos comigo nessa luta diária, nessa batalha que parece não ter fim. O amor dessas pessoas faz toda a diferença no meu tratamento e na minha vida.

Fundamental no tratamento indiscutivelmente é a minha fé, minha vontade de viver e principalmente uma pessoa que me dá todo apoio espiritual possível que é o Sr.Miki Sanji, um sábio, que vive na sua simplicidade para ajudar as pessoas. Ele me dá força, coragem e me ajuda a me equilibrar emocionalmente para continuar a batalha. Ele faz toda a diferença na minha vida e no meu tratamento.

Instituto Oncoguia - Como está a sua vida hoje? Nos conte sobre seu trabalho e planos para o futuro.

Márcia Fleury - Eu ainda estou em tratamento e vivo cada dia como se fosse único. Voltei a trabalhar há pouco tempo, o que me fez um bem enorme. Ficar com a cabeça ocupada é uma ótima terapia. E fazer essa terapia num lugar agradável, cheio de gente boa, uma equipe toda que se preocupa , reza, chora, torce e dá risada com você é muito gratificante. Ainda não dá para fazer planos a longo prazo pois estou em tratamento, mas tenho muitos!
 
Instituto Oncoguia - Que orientações você daria para alguém que está recebendo o diagnóstico de câncer hoje?

Márcia Fleury - Os tratamentos estão muito avançados. Eu mesma estou fazendo um que ainda vai entrar no mercado, mas que promete ser um sucesso, e já está sendo. Meu câncer diminuiu 50% em dois meses de tratamento. Ter fé e acreditar que vai vencer essa batalha.

Instituto Oncoguia - Qual a importância da informação durante o tratamento de um câncer?

Márcia Fleury - É importante saber sobre o câncer que você tem, por fontes seguras, pois existem momentos difíceis durante o tratamento onde tudo passa pela sua cabeça, principalmente o assunto morrer. Estando bem informado pode te ajudar nas respostas e afastar pensamentos ruins.

Instituto Oncoguia - Você buscou se informar? De que maneira?

Márcia Fleury - Sempre busquei me informar, através do meu médico.

Instituto Oncoguia - Como você acredita que o trabalho do Oncoguia ajuda os pacientes? Te ajudou/ajuda de alguma forma?

Márcia Fleury - O Oncoguia me ajuda com informações importantíssimas que eu não teria acesso, nem idéia da existência e nem saberia onde buscar. Traz além de ajuda, conscientização através de campanhas, entrevistas, etc. Indico a pacientes com câncer ou não.

Instituto Oncoguia - Maio é o Mês da Conscientização sobre Câncer de Pele. Você poderia deixar um recado de conscientização para os nossos leitores?

Márcia Fleury - Não importa o seu biotipo, seu tom de pele. O mais importante é a PREVENÇÃO. E hoje eu estou aqui para falar da importância da prevenção.

Usem protetor solar, até dentro de casa. Até naquele dia chuvoso que você acha que não vai acontecer nada. Excesso de sol causa Câncer de Pele. E Câncer de Pele significa sofrimento, dor, desequilíbrio emocional, desmorona uma família.

Não é exagero da minha parte. Isso é fato. Isso aconteceu comigo.

Não se exponham ao sol nos piores horários. Usem chapéu, roupas com proteção. E nunca se esqueçam do seu “melhor amigo” quando se expuser ao sol: o “Protetor Solar”.


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